sábado, 27 de novembro de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo?

Essa imagem poderia ser fruto de ficção, talvez até o Tropa de Elite 3, mas trata-se de um cenário real, no qual vimos cenas dignas de guerra. A onda de violência na capital fluminense ocorre justamente num momento em que a cidade tenta promover uma imagem positiva de si mesma no exterior por conta da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O grande desafio do governo, agora, é controlar a situação que vem ganhando uma amplitude e visibilidade ainda maior com a presença da imprensa mundial, além de gerenciar a crise de imagem que a cidade vinha passando. A situação da crise como um todo, dos avanços da polícia e das baixas dos traficantes é atualizada a todo instante, num bombardeio de informações.
De fato, existem muitos interesses, forças e imagens em jogo. Talvez, por isso, diante de tamanha complexidade, o grau de dificuldade de gerenciamento dessa crise seja tão alto. Se, por um lado, essa ação pode ser vista com temor pelos espectadores, movidos pelo sensacionalismo da imprensa. Por outro lado, tenta-se construir uma idéia de limpeza, como se esses criminosos fossem o "lixo" da sociedade e, portanto, descartáveis. Nesse momento todos parecem esquecer que esses bandidos são um produto de nossa sociedade excludente. A educação e a arte podiam ser alternativas para que esses jovens não se interessassem pela vida do crime. O presidente do Afrogueto - grupo que mistura vários ritmos como rap, soul e reggae além de fazer um trabalho social e educador importante nas favelas - tentou apaziguar a situação sem sucesso, tamanho o clima de acirramento. Parece que suas letras de rap já anunciavam essa crise.
Nesse jogo, as polícias, principalmente, tentam trabalhar  sua imagem, que vinha sofrendo um certa desmoralização e desconfiança. É possível ver claramente como a mídia constrói opiniões numa velocidade assustadora. Em quase todos os noticiários brasileiros, entrevistas com civis aplaudindo e apoiando os policiais como heróis são exibidos repetidamente. Como reflexo disso, houve um número recorde de ligações ao disque denúncia e um apoio sem precedentes para a operação por parte da população. De alguma forma, o população local retomou valores que estavam há muito esquecidos, como a cidadania e a participação.
A crise de imagem é a ameaça à perda do mais importante ativo de uma pessoa ou de uma organização: a sua reputação. A imagem é a atribuição de qualidades ou defeitos a alguém ou a alguma coisa, que não são necessariamente verificados objetivamente, pondera Olga Curada, jornalista e Consultora de Comunicação. Com os holofotes do mundo inteiro voltados para si, o Rio de Janeiro tem a chance de pelo menos amenizar esse imenso problema social, ainda que temporariamente, e reverter a imagem de insegurança para a de uma cidade segura e capaz de receber os maiores eventos do esporte mundial. Porém, só o fato de ter chegado a esse ponto já preocupa muito e põe sua credibilidade em xeque.
 Assistimos há pouco tempo atrás o sucesso de Wagner Moura nos cinemas, interpretando o Capitão Nascimento. Das telas do cinema para a vida real.  É possível encontrar arte nessa guerra? A arte bem que podia dar dignidade para um monte de gente dessas comunidades tomadas pelo terror e, consequentemente, tirar muitos jovens do ciclo do crime. Mas será que isso daria lucro para a indústria das armas e das drogas? Muitos poderosos, com certeza, sairiam perdendo espaço e lucros com isso.
Mas afinal, quem está gerenciando melhor sua imagem nessa situação? A polícia, cuja reputação andava em baixa há algum tempo, vide o sucesso de tropa de "Elite 2"? Ou o governo, que acha que está limpando a cidade de bandidos, distanciando o foco da sua inoperância administrativa? Ou ainda os traficantes que continuam resistindo apesar da desvantagem? 
Enquanto isso, a arte continua nos ajudando a enxergar melhor a realidade...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Convencendo com arte

Segundo os autores Ronald B. Adler e George Rodman, persuasão é o processo de motivar alguém, tornando este alguém pronto para modificar uma determinada crença, atitude ou comportamento. Para tal propósito, antes de mais nada, é preciso conhecer aquele que é o objeto de convencimento, ou seja, seu público alvo.

Este princípio é muito usado na publicidade, em que os publicitários criam anúncios visando um público específico, na tentativa de vender um produto ou serviço. Imagens de apelos, frases de impactos, a escolha das cores, desenhos, os sons e a música  usada no pano de fundo, enfim toda a arte empregada nesse canal de comunicação constituem, portanto, ferramentas muito eficazes de persuasão nas mensagens de propagandas e anúncios. Exemplo disso são as propagandas de cerveja, que através da arte conseguem ampliar seu poder de persuasãoinfluenciando muitos consumidores na compra dessa bebida.

O possível lado perverso do discurso persuasivo!!??

"Venda proibida para menores de 18 anos". Quem nunca leu isso nas latinhas de cerveja? Acredito que muitos jovens menores de 18 anos já leram. Todos jovens são tentados a fazer o que é proibido, quase como um fetiche. 

E qual a relação disso com a mensagem dos anúncios de cerveja que "tentam" reduzir o consumo de cerveja entre os jovens, já que isso é politicamente correto e o Ministério da Saúde assim orienta? Antes de mais nada, perceba que a nova frase ("Produto destinado a adultos") sequer menciona qualquer tipo de proibição (prevista em lei, inclusive) - o que poderia ter um efeito de depreciar o consumo entre os jovens, dada a nossa preferência natural (irracional?) por coisas proibidas.
Mas, talvez o estímulo oculto mais perigoso seja a associação da bebida com o mundo adulto, com um comportamento associado a pessoas mais velhas. O que um jovem pode querer mais do que se parecer mais velho, reproduzir atitudes adultas? Beber?


Referências:
Ronald B. Adler e George Rodman
www.novaschin.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Música Falada


Música Falada é um projeto realizado pelo Roda Baiana que reúne música e comunicação. Esse projeto foi criado em 2007 e já chega a sua quarta temporada oferecendo um experiência diferente ao público baiano: um contato mais íntimo com o artista, que conta e canta suas histórias. Trata-se, sobretudo, de um discurso informativo, uma vez  que o artista faz depoimentos e conta histórias da sua vida. O artista talvez não tenha uma intenção primária de mudar as atitudes da audiência, mas tem como objetivo a atenção e interesse do ouvinte. O discurso informativo se encaixa muito bem com o objetivo do projeto, uma vez que este é um tipo de discurso que cerca a vida das pessoas, cria um ambiente cara a cara e ainda é rico em retorno. Bom para os artistas, bom para os fãs.
Nesta temporada participaram do projeto: Jammil e Uma Noites, Moraes Moreira e Caetano Veloso. 

Mais informações no site:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sobre música e o ouvir...

De maneira geral, podemos definir música como arte de combinar sons definidos. Muitos autores a consideram como uma prática cultural e humana. A música faz parte da cultura dos povos e civilizações, quase como ímpeto. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
É fato, porém, que música é uma forma de comunicação e que, portanto, envolve uma relação entre se expressar e ouvir. Até os músicos que costumam tocar sozinhos, eles mesmos, precisam estar o tempo todo se ouvindo e monitorando o som que querem reproduzir, o que dirá tocar numa banda para um público de milhares de pessoas.
    Tanto fazer como ouvir música exige um esforço tremendo para comunicar ou perceber a intenção da música.
Adianta o músico ter uma técnica incrível se ele não sabe ouvir atentamente os outros músicos - no caso de uma banda ou um conjunto - e ele mesmo? Por se tratar, de certa forma, de um diálogo (entre o músico e o público), o silêncio é também fundamental na música e para o ouvinte. O silêncio (pausa na música) funciona como um recurso do músico e garante uma mudança na dinâmica da música, tornando-a mais intensa. Tocar e ouvir são praticamente atividades simultâneas e dependentes uma da outra. Ouvir é tão ou até mais difícil do que tocar.
Duke Ellington, grande nome do jazz
    O que falar então das pessoas que costumam ter condutas que atrapalham o processo de comunicação, resultando em anomalias no processo de ouvir, como as pessoas que julgam uma música antes mesma de conhecê-la? Em música, assim como em outras artes, é comum desenvolvermos preconceitos, o que faz com que julguemos muitas vezes as músicas a partir da idéia que temos do ritmo em que ela é tocada, por exemplo. Na maior parte das vezes, isso resulta em posturas depreciativas, que traduzem uma audição mal-intencionada. Em contraposição, é fundamental que tenhamos uma audição crítica, avaliando a música (mensagem) como um todo.
    Hoje em dia, é muito comum artistas e bandas fazerem releituras de músicas antigas em arranjos bem diferentes dos originais, alterando inclusive o ritmo. Como ouvintes, temos o papel de nos livrarmos de idéias preconcebidas e, com esforço, adotarmos atitudes para uma audição crítica.
    Para exemplificar e demonstrar isso, veja esse vídeo de uma orquestra baiana que toca no ritmo de pagode, usando, porém, harmonias do jazz. Ao ouvir, tente se desfazer dos seus preconceitos. Realmente, temos idéias preconcebidas daquilo que as pessoas querem dizer quando falam e isso ocorre também com a música


                                         Com vocês:

          SANBONE PAGODE ORQUESTRA!!!

     
     

Referências:
Academia Brasileira de Música - http://www.abmusica.org.br/
"A música e o ouvinte." Eduardo Barbaresco Filho e Marília Laboissiere
Youtube

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A arte do ouvir!


   Já olhou em sua volta hoje? Você saberia dizer quem é a pessoa com quem gosta de conversar quando precisa de uma opinião? Provavelmente a resposta será um bom ouvinte. Em qualquer área da sociedade, ouvir tem se mostrado fundamental. Por isso, se você quiser crescer, seja profissional ou pessoalmente, antes de mais nada é preciso aprender a ouvir melhor. 
   Praticar o ouvir é estar atento aos detalhes de cada questão apresentada. Trata-se de uma atividade difícil, embora pareça simples, exigindo concentração, disponibilidade, rapidez de raciocínio e poder de síntese daquele quem ouve.
   Certamente, falamos aqui de ouvir ativamente e com eficácia. Porque existem os ouvintes passivos, que olham para você como se estivessem prestando atenção, mas que estão com a cabeça em outro lugar (pseudo-audição). Quem ouve ativamente participa da conversa, indaga, estimula, pede explicações mais detalhadas,  além de estar atento aos sinais não verbais. O corpo também fala. Quanto mais perceptivos nos tornamos, melhor a nossa comunicação.
   Ouvir é realmente uma atividade difícil. Segundo diferentes estudos, nosso pensamento trabalha numa velocidade quatro vezes mais rápido do que as palavras transmitidas oralmente. Isso quer dizer que, a pessoa precisa de um minuto inteiro para expressar o que podemos compreender em 15 segundos. E daí, sobram 45 segundos para voar com o pensamento ocioso.  Além disso, temos ouvidos interesseiros (audição seletiva). Prestamos atenção nas informações que favorecem nossos interesses e nos afastamos das mensagens que fogem dos nossos anseios. E quando ouvimos uma mensagem que contraria a nossa forma de pensar, iniciamos um processo defensivo (audição defensiva) onde passamos, mentalmente, a debater as idéias contrárias, criticando as informações já transmitidas e procurando antecipar e resistir às novas.
   Para ouvir bem, é preciso certificar-se de que houve entendimento.  Só depois disso que é possível interpretar e criticar com qualidade. Será que não seria o ouvir um dos itens que deveriam fazer parte das necessidades básicas de toda família?



Referências:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Arte do Audiovisual



   Fui ao cinema nesse sábado para assistir ao filme “Tropa de Elite 2 - Agora o inimigo é outro” e o que eu pude constatar de uma vez por todas é que Arte, definitivamente, é comunicação.  
   “O cinema é um artefato cultural criado por determinadas culturas, que refletem as mesmas e, por sua vez, as afetam. O cinema é considerado uma importante forma de arte, uma fonte de entretenimento popular e um método poderoso para educar - ou doutrinar - os cidadãos. Os elementos visuais dão aos filmes um poder de comunicação universal”.
   Acho que essa definição de cinema que encontrei no site especializado em cinema www.chambel.net traduz exatamente o que o cinema é.  Através do cinema, as pessoas fazem denúncias, criam estórias, contam histórias, influenciando milhões de pessoas. Enfim, trata-se de uma  linguagem muito importante na cultura contemporânea. O filme citado acima através da imagem do ator Wagner Moura é um exemplo disso, que faz uma denúncia-reflexão acerca da realidade da polícia carioca (essa realidade é só do Rio de Janeiro?), que, ao se aproveitar do poder, exerce o controle sobre quem ela deveria proteger. E não pára por aí, pois não se limita a  denunciar polícia, mas também os políticos e a própria imprensa que se corrompem e se aliam aos criminosos. Um sistema de corrupção está desde muito tempo engendrado em nossa política e nas nossas práticas cotidianas. Não é nenhuma novidade. O filme inova é na sua abordagem crua e corajosa. Para o blogger Thiago Siqueira, "é uma obra densa e destemida, que não se furta em expor os problemas de uma sociedade doente e de um sistema político moribundo."
   Outra questão é a linguagem adotada pelo cinema, o audiovisual. A sincronia entre o som e a imagem apresentada, que no filme é explorada de forma maravilhosa. O estampido das balas, o barulho dos carros derrapando em alta velocidade dão a devida intensidade às imagens. A trilha sonora cria também todo um clima para a cena apresentada.
   Já a fotografia faz com que a gente perceba não só o clima do ambiente, mas, os sentimentos dos personagens. Por exemplo, quando aparece a cena do Coronel Nascimento em casa, a gente percebe, através da alternância da intensidade das luzes, um ambiente escuro e triste que reflete a angústia do personagem. Isso em contraste com a casa da ex-mulher, que é bem iluminada, cheia de cores quentes e acolhedora de uma família feliz. Portanto, tanto escolha da cenário quanto a escolha dos sons por detrás de uma cena são essenciais para se passar a intensidade da mesma, reforçando as emoções e sentimentos dos personagens.
Fica aqui então a dica para quem curte a Sétima Arte, pois se trata de um filme interessante, reflexo dessa boa fase do cinema brasileiro.


Aqui, você pode conferir o trailer:


    


Referências:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Modelando a comunicação...

Gravura de Maurits Escher

Gravura de Maurits Escher


Observe como nestas gravuras de Maurits Escher os elementos estão entrelaçados, interferindo na existência e na construção um do outro, assim como no jogo entre emissor e receptor. 
Como nas gravuras aqui, em que personagens, enredo e cenário se constroem mutuamente, a comunicação é dinâmica. Emissor e receptor estão, por assim dizer, entrelaçados; partilham e ao mesmo tempo disputam significados, um interfere e realiza a existência do outro, no processo de realimentação. Realimentação é o efeito da interpretação feita pelo receptor, que retorna e incide sobre o emissor. Isso descreve bem o modelo transacional da comunicação formulado por Osgod e Schramm. Esse modelo descreve a comunicação como um ciclo que nunca acaba. E isso é verdade. 
A comunicação, assim como a Arte, é um processo no qual ambientes, comunicadores e mensagens mudam constantemente. Tal como ilustram as gravuras de Escher.


Referência:

NASCIMENTO, G.; NOGUEIRA, L. Comunicação Empresarial. Curitiba, Aymará, 2010. (Série EAD)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Faladores" - Espetáculo de dança "fala" da necessidade de se comunicar



Para falar de comunicação, a Cia. de Dança Mário Nascimento (MG) traz para Salvador o premiado espetáculo “Faladores”. Mesclando elementos dança, música e teatro, o espetáculo usa várias linguagens artísticas para falar de comunicação. Os bailarinos e bailarinas dançam com inspiração em códigos de linguagem. Eles exercitam no palco a criação de novas palavras, chegando, inclusive a inventar palavras durante a encenação. Isso tudo para falar da necessidade do homem de se expressar e os possíveis códigos de comunicação
Esses artistas conseguem mostrar que a Arte pode cumprir o papel de intermediadora da comunicação entre os homens. De maneira, que podemos dizer que ambas são essenciais à existência do homem.
A Comunicação além de satisfazer as necessidades práticas, pode melhorar a saúde física e o bem estar emocional. Além disso,    satisfaz necessidades sociais e de identidade. Já a Arte alimenta a alma e cura as insatisfações humanas
Tema interessante, abordado de maneira mais interessante ainda.

                


      
                       

Vale a pena conferir esse espetáculo, que é grande culto ao diálogo e à comunicação!


Integra a Mostra Sesc de Artes. Teatro Sesc Senac Pelourinho – Pç. José de Alencar, 19, Largo do Pelourinho (3324- 4520). R$ 10 e R$ 5. Segunda, 11, e nos dias 24 e 25 de outbro, durante o FIAC. Até 25 de outubro.                                                                      

                     
Referência: 

Roteiro de Dança, Em Cartaz, Atarde Online, 08/10/2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A arte de Comunicação...

   A Comunicação é parte das atividades humanas e sempre esteve presente. Não se trata de simplesmente falar e ouvir. É bem mais do que isso. 
   A Comunicação é uma arte porque constitui uma ferramenta com a qual o ser humano pode manifestar idéias, sensações e sentimentos com vista a um resultado. Alguns a utilizam muito bem, já outros sentem mais dificuldade em dominá-la. Talvez por isso, muitas pessoas se referem a ela como arte.
   É evidente que existem pessoas mais comunicativas do que outras, mas isso não garante que uma comunicação seja mais efetiva que outra. Deve-se levar em conta fatores como introversão e extroversão. Uma pessoa introvertida pode comunicar-se bem em um meio onde se sinta à vontade, e uma extrovertida, não necessariamente, será capaz de fazê-lo, apesar de ter uma tendência a sentir-se à vontade.
   É importante considerar todas as formas de comunicação, mas concentrar-se, principalmente, na linguagem verbal e na não-verbal.  Esse tipo de comunicação predomina no relacionamento humano. A comunicação eficaz constitui uma ferramenta muito poderosa e aprender a usá-la pode salvar desde empregos até relacionamentos.
   Esse é um exemplo de vídeo que trata, com humor e Arte, a  relevância da Comunicação. Aliás, rir também comunica.























Referências:

"O poder da comunicação." Lair Ribeiro 
Youtube

domingo, 26 de setembro de 2010

Polêmica!! Arte marginal dentro da Bienal??



Na Bienal de Arte de São Paulo deste ano, que está em sua 29ª edição, o curador Moacir dos Anjos vai trazer para dentro do prédio da Bienal – como convidados – aqueles que foram expulsos do mesmo espaço em 2008 enquanto criminosos ou  invasores arruaceiros: a turma do pixo. 


A seguir, uma parte da entrevista do curador Moacir dos Anjos falando o porquê da inclusão do grupo na Bienal feita à Folha de São Paulo (para ler na íntegra a entrevista, cique aqui)

Folha - Por que incluir os pichadores da 28ª Bienal na 29ª edição do evento?
Moacir dos Anjos - Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que nosso intuito não é incluir 'os pichadores da 28ª edição'. Não se trata de um pedido de desculpas ou de um confronto com a edição anterior do evento. O que realmente queremos incluir na presente edição da Bienal é a pixação, ou simplesmente o pixo, com 'x' mesmo, grafia usada por seus praticantes para diferenciar o que fazem hoje em São Paulo das pichações político-partidárias, religiosas, musicais, ou mesmo ligadas à propaganda que há vários anos enchem os muros e paredes da cidade, a despeito do quão 'limpa' ela queira apresentar-se. E queremos incluí-lo porque achamos que o pixo borra e questiona os limites usuais que separam o que é arte e o que é política. E essa é uma questão que interessa muito ao projeto curatorial da 29ª Bienal.
Lembro que política é aqui entendida não como espaço de apaziguamento de diferenças, mas justamente o contrário. Ou seja, como o espaço formado pelos atos, gestos, falas ou movimentos que abrem fissuras nas convenções e nos consensos que organizam a vida comum. Ou seja, como bem coloca o filósofo francês Jacques Rancière, política entendida como esfera do "desentendimento".
Essa é uma questão que, evidentemente, envolve uma série de dificuldades para que essa aproximação não se dê somente na superfície e, portanto, escamoteando as diferenças existentes, situação que não interessaria nem a nós nem aos pixadores. A nossa aposta é em descobrir formas novas de tratar do assunto com integridade de ambas as partes, sem que instituição e pixadores cedam completamente ao universo da outra.

Caravaggio

Independente de qualquer coisa, vale lembrar: cada linguagem, forma de expressão ou processo da arte é reflexo do seu tempo. Elas se sobrepõem ao que já existe, pois há espaço para todos, para depois se desdobrar em vários caminhos.

Caravaggio


Para muitos  pode ser absurdo comparar. Mas, o hoje novamente badalado Caravaggio, um gênio inquestionável e criador das obras acima, foi durante séculos taxado por muitos como um mero arrivista social. Ao mesmo tempo que ele trabalhava para a Igreja Católica para se proteger das bobagens que cometia, segundo alguns historiadores, ele também trouxe a fé novamente ‘’down to earth’’, aproximando a religião das ruas e colocando mendigos e prostitutas como modelos de seus quadros. A história pode se repetir, inserindo os excluídos ("pichadores"), discriminados na sociedade.


Referência: 

Folha.com 
Portal Arte & Cultura

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Sorriso de Mona Lisa comunica?

Sorriso de Mona Lisa - Leonardo Da Vinci
Quantas interpretações existem para o sorriso da Mona Lisa? Muitos investigadores tentaram explicar por que o sorriso é de forma tão diferente para diferentes culturas. As explicações são diversas e variam desde teorias científicas sobre a visão humana a suposições sobre a identidade de Mona Lisa e seus sentimentos.
As muitas interpretações do Sorriso de Mona Lisa servem para ilustrar que a comunicação é um fenômeno complexo, que não pode ser compreendido de modo tão mecânico. Durante o processo de comunicar, as posições de emissor e receptor se misturam, o canal (meio) interfere em ambos e na própria mensagem  e nunca há certeza sobre o resultado. A comunicação se dá de modo multidirecional e sem controle do emissor sobre o significado. 
É fundamental levar em conta tanto linguagens verbais como não-verbais. Quem nunca experimentou essa realidade ao ouvir de uma pessoa uma afirmação e, ao prestar atenção em seu rosto e no seu corpo, perceber que o que ela fala é incompatível com a sua linguagem corporal?


Referências:

Mona Lisa, Leonardo da Vinci. 
NASCIMENTO, G.; NOGUEIRA, L. Comunicação Empresarial. Curitiba, Aymará, 2010. (Série EAD)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"Lage - 40 anos de Humor" - Ainda dá tempo de ver essa exposição. Corra!!




   Com 60 trabalhos realizados pelo ilustrador e cartunista baiano Hélio Roberto Lage ao longo dos seus 40 anos de carreira, a Caixa Cultural Salvador promove o lançamento da mostra “Lage – 40 anos de humor”. A exposição reúne charges, cartuns, histórias em quadrinhos e caricaturas, finalizadas, em sua maioria, com traços à mão livre, representando diferentes fases do cartunista. Trata-se de um linguagem importante, muito usada nos meios de comunicação, como jornais e revistas. Uma charge ou um cartum economiza muitas palavras. E Lage sabia fazer isso muito bem com sua Arte.
   Helio Roberto Lage, simplesmente Lage, nos seus desenhos, ilustrou por 40 anos acontecimentos políticos de grande repercussão no cenário nacional e soteropolitano. Mas também as relações amorosas, com suas alegrias e contradições.

Um grande artista, um grande comunicador!


Abertura: 31 de agosto, às 20 horas, para convidados 

Visitação: 1º de setembro a 03 de outubro, das 9 às 18 horas

Na CAIXA Cultural, Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador 
Informações: (71) 3421-4200.
Entrada franca 



Referência:

Comercial da Caixa Economica Federal - Apoio a Música

Veja esse comercial da Caixa Econômica Federal cujo objetivo é promover a Música, através de editais. É interessante observar a sincronia entre os movimentos do vídeo e a música, duas linguagens que foram muito bem utilizadas.







Belo comercial de uma empresa que sabe usar a Arte para fazer sua Comunicação.
























Referência:
Youtube

domingo, 12 de setembro de 2010

A arte usada como ferramenta de comunicação em empresas

Diferente e bem interessante o trabalho desse artista-comunicador. Confira!

Julian Beever é um artista inglês que cria desenhos tridimensionais utilizando giz como material. É um trabalho que se utiliza de uma técnica de projeção que cria uma ilusão de ótica 3D quando a imagem é vista a partir  de determinado ângulo. Frequentemente é chamado de Pavement Picasso (Picasso das calçadas). Os desenhos são minuciosamente projetados, milimetricamente executados. Pura matemática. Em média, o artista leva cerca de três dias para completar uma obra. Ele trabalha para várias empresas como freelancer (profissional autônomo), criando murais em campanhas promocionais.

É a arte sendo utilizada como forma de comunicação das empresas com o público.


Referências:


Julian Beever - Desenhos na calçada. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=zcYUQRUJ8CU

"A gente não quer só comida..." ou Comunicar-se através da arte como necessidade.


"A arte faz parte da vida do ser humano e é tão antiga quanto a civilização. A pictografia ancestral, como inclinação para a comunicação através da arte, é a prova cabal de que o homem é diferente dos animais. O homem primitivo, além de caçar, comer, dormir e se reproduzir tinha a necessidade de se comunicar através da arte. Pode-se dizer que a comunicação é uma necessidade humana e que arte é algo mais que mero conjunto de regras ou habilidades para se fazer algo".


Referências:


A Arte de Sonhar/ Nagib Anderáos Neto. Disponível em: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=5803 Acesso em: 12 de setembro de 2010.