De maneira geral, podemos definir música como arte de combinar sons definidos. Muitos autores a consideram como uma prática cultural e humana. A música faz parte da cultura dos povos e civilizações, quase como ímpeto. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.É fato, porém, que música é uma forma de comunicação e que, portanto, envolve uma relação entre se expressar e ouvir. Até os músicos que costumam tocar sozinhos, eles mesmos, precisam estar o tempo todo se ouvindo e monitorando o som que querem reproduzir, o que dirá tocar numa banda para um público de milhares de pessoas.
Tanto fazer como ouvir música exige um esforço tremendo para comunicar ou perceber a intenção da música.
Adianta o músico ter uma técnica incrível se ele não sabe ouvir atentamente os outros músicos - no caso de uma banda ou um conjunto - e ele mesmo? Por se tratar, de certa forma, de um diálogo (entre o músico e o público), o silêncio é também fundamental na música e para o ouvinte. O silêncio (pausa na música) funciona como um recurso do músico e garante uma mudança na dinâmica da música, tornando-a mais intensa. Tocar e ouvir são praticamente atividades simultâneas e dependentes uma da outra. Ouvir é tão ou até mais difícil do que tocar.
O que falar então das pessoas que costumam ter condutas que atrapalham o processo de comunicação, resultando em anomalias no processo de ouvir, como as pessoas que julgam uma música antes mesma de conhecê-la? Em música, assim como em outras artes, é comum desenvolvermos preconceitos, o que faz com que julguemos muitas vezes as músicas a partir da idéia que temos do ritmo em que ela é tocada, por exemplo. Na maior parte das vezes, isso resulta em posturas depreciativas, que traduzem uma audição mal-intencionada. Em contraposição, é fundamental que tenhamos uma audição crítica, avaliando a música (mensagem) como um todo.
Hoje em dia, é muito comum artistas e bandas fazerem releituras de músicas antigas em arranjos bem diferentes dos originais, alterando inclusive o ritmo. Como ouvintes, temos o papel de nos livrarmos de idéias preconcebidas e, com esforço, adotarmos atitudes para uma audição crítica.
Para exemplificar e demonstrar isso, veja esse vídeo de uma orquestra baiana que toca no ritmo de pagode, usando, porém, harmonias do jazz. Ao ouvir, tente se desfazer dos seus preconceitos. Realmente, temos idéias preconcebidas daquilo que as pessoas querem dizer quando falam e isso ocorre também com a música.
Com vocês:
Com vocês:
SANBONE PAGODE ORQUESTRA!!!
Referências:
Academia Brasileira de Música - http://www.abmusica.org.br/
"A música e o ouvinte." Eduardo Barbaresco Filho e Marília Laboissiere
Youtube

Bem interessante a relação e análise.
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