segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Arte do Audiovisual



   Fui ao cinema nesse sábado para assistir ao filme “Tropa de Elite 2 - Agora o inimigo é outro” e o que eu pude constatar de uma vez por todas é que Arte, definitivamente, é comunicação.  
   “O cinema é um artefato cultural criado por determinadas culturas, que refletem as mesmas e, por sua vez, as afetam. O cinema é considerado uma importante forma de arte, uma fonte de entretenimento popular e um método poderoso para educar - ou doutrinar - os cidadãos. Os elementos visuais dão aos filmes um poder de comunicação universal”.
   Acho que essa definição de cinema que encontrei no site especializado em cinema www.chambel.net traduz exatamente o que o cinema é.  Através do cinema, as pessoas fazem denúncias, criam estórias, contam histórias, influenciando milhões de pessoas. Enfim, trata-se de uma  linguagem muito importante na cultura contemporânea. O filme citado acima através da imagem do ator Wagner Moura é um exemplo disso, que faz uma denúncia-reflexão acerca da realidade da polícia carioca (essa realidade é só do Rio de Janeiro?), que, ao se aproveitar do poder, exerce o controle sobre quem ela deveria proteger. E não pára por aí, pois não se limita a  denunciar polícia, mas também os políticos e a própria imprensa que se corrompem e se aliam aos criminosos. Um sistema de corrupção está desde muito tempo engendrado em nossa política e nas nossas práticas cotidianas. Não é nenhuma novidade. O filme inova é na sua abordagem crua e corajosa. Para o blogger Thiago Siqueira, "é uma obra densa e destemida, que não se furta em expor os problemas de uma sociedade doente e de um sistema político moribundo."
   Outra questão é a linguagem adotada pelo cinema, o audiovisual. A sincronia entre o som e a imagem apresentada, que no filme é explorada de forma maravilhosa. O estampido das balas, o barulho dos carros derrapando em alta velocidade dão a devida intensidade às imagens. A trilha sonora cria também todo um clima para a cena apresentada.
   Já a fotografia faz com que a gente perceba não só o clima do ambiente, mas, os sentimentos dos personagens. Por exemplo, quando aparece a cena do Coronel Nascimento em casa, a gente percebe, através da alternância da intensidade das luzes, um ambiente escuro e triste que reflete a angústia do personagem. Isso em contraste com a casa da ex-mulher, que é bem iluminada, cheia de cores quentes e acolhedora de uma família feliz. Portanto, tanto escolha da cenário quanto a escolha dos sons por detrás de uma cena são essenciais para se passar a intensidade da mesma, reforçando as emoções e sentimentos dos personagens.
Fica aqui então a dica para quem curte a Sétima Arte, pois se trata de um filme interessante, reflexo dessa boa fase do cinema brasileiro.


Aqui, você pode conferir o trailer:


    


Referências:

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