sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sobre música e o ouvir...

De maneira geral, podemos definir música como arte de combinar sons definidos. Muitos autores a consideram como uma prática cultural e humana. A música faz parte da cultura dos povos e civilizações, quase como ímpeto. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
É fato, porém, que música é uma forma de comunicação e que, portanto, envolve uma relação entre se expressar e ouvir. Até os músicos que costumam tocar sozinhos, eles mesmos, precisam estar o tempo todo se ouvindo e monitorando o som que querem reproduzir, o que dirá tocar numa banda para um público de milhares de pessoas.
    Tanto fazer como ouvir música exige um esforço tremendo para comunicar ou perceber a intenção da música.
Adianta o músico ter uma técnica incrível se ele não sabe ouvir atentamente os outros músicos - no caso de uma banda ou um conjunto - e ele mesmo? Por se tratar, de certa forma, de um diálogo (entre o músico e o público), o silêncio é também fundamental na música e para o ouvinte. O silêncio (pausa na música) funciona como um recurso do músico e garante uma mudança na dinâmica da música, tornando-a mais intensa. Tocar e ouvir são praticamente atividades simultâneas e dependentes uma da outra. Ouvir é tão ou até mais difícil do que tocar.
Duke Ellington, grande nome do jazz
    O que falar então das pessoas que costumam ter condutas que atrapalham o processo de comunicação, resultando em anomalias no processo de ouvir, como as pessoas que julgam uma música antes mesma de conhecê-la? Em música, assim como em outras artes, é comum desenvolvermos preconceitos, o que faz com que julguemos muitas vezes as músicas a partir da idéia que temos do ritmo em que ela é tocada, por exemplo. Na maior parte das vezes, isso resulta em posturas depreciativas, que traduzem uma audição mal-intencionada. Em contraposição, é fundamental que tenhamos uma audição crítica, avaliando a música (mensagem) como um todo.
    Hoje em dia, é muito comum artistas e bandas fazerem releituras de músicas antigas em arranjos bem diferentes dos originais, alterando inclusive o ritmo. Como ouvintes, temos o papel de nos livrarmos de idéias preconcebidas e, com esforço, adotarmos atitudes para uma audição crítica.
    Para exemplificar e demonstrar isso, veja esse vídeo de uma orquestra baiana que toca no ritmo de pagode, usando, porém, harmonias do jazz. Ao ouvir, tente se desfazer dos seus preconceitos. Realmente, temos idéias preconcebidas daquilo que as pessoas querem dizer quando falam e isso ocorre também com a música


                                         Com vocês:

          SANBONE PAGODE ORQUESTRA!!!

     
     

Referências:
Academia Brasileira de Música - http://www.abmusica.org.br/
"A música e o ouvinte." Eduardo Barbaresco Filho e Marília Laboissiere
Youtube

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A arte do ouvir!


   Já olhou em sua volta hoje? Você saberia dizer quem é a pessoa com quem gosta de conversar quando precisa de uma opinião? Provavelmente a resposta será um bom ouvinte. Em qualquer área da sociedade, ouvir tem se mostrado fundamental. Por isso, se você quiser crescer, seja profissional ou pessoalmente, antes de mais nada é preciso aprender a ouvir melhor. 
   Praticar o ouvir é estar atento aos detalhes de cada questão apresentada. Trata-se de uma atividade difícil, embora pareça simples, exigindo concentração, disponibilidade, rapidez de raciocínio e poder de síntese daquele quem ouve.
   Certamente, falamos aqui de ouvir ativamente e com eficácia. Porque existem os ouvintes passivos, que olham para você como se estivessem prestando atenção, mas que estão com a cabeça em outro lugar (pseudo-audição). Quem ouve ativamente participa da conversa, indaga, estimula, pede explicações mais detalhadas,  além de estar atento aos sinais não verbais. O corpo também fala. Quanto mais perceptivos nos tornamos, melhor a nossa comunicação.
   Ouvir é realmente uma atividade difícil. Segundo diferentes estudos, nosso pensamento trabalha numa velocidade quatro vezes mais rápido do que as palavras transmitidas oralmente. Isso quer dizer que, a pessoa precisa de um minuto inteiro para expressar o que podemos compreender em 15 segundos. E daí, sobram 45 segundos para voar com o pensamento ocioso.  Além disso, temos ouvidos interesseiros (audição seletiva). Prestamos atenção nas informações que favorecem nossos interesses e nos afastamos das mensagens que fogem dos nossos anseios. E quando ouvimos uma mensagem que contraria a nossa forma de pensar, iniciamos um processo defensivo (audição defensiva) onde passamos, mentalmente, a debater as idéias contrárias, criticando as informações já transmitidas e procurando antecipar e resistir às novas.
   Para ouvir bem, é preciso certificar-se de que houve entendimento.  Só depois disso que é possível interpretar e criticar com qualidade. Será que não seria o ouvir um dos itens que deveriam fazer parte das necessidades básicas de toda família?



Referências:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Arte do Audiovisual



   Fui ao cinema nesse sábado para assistir ao filme “Tropa de Elite 2 - Agora o inimigo é outro” e o que eu pude constatar de uma vez por todas é que Arte, definitivamente, é comunicação.  
   “O cinema é um artefato cultural criado por determinadas culturas, que refletem as mesmas e, por sua vez, as afetam. O cinema é considerado uma importante forma de arte, uma fonte de entretenimento popular e um método poderoso para educar - ou doutrinar - os cidadãos. Os elementos visuais dão aos filmes um poder de comunicação universal”.
   Acho que essa definição de cinema que encontrei no site especializado em cinema www.chambel.net traduz exatamente o que o cinema é.  Através do cinema, as pessoas fazem denúncias, criam estórias, contam histórias, influenciando milhões de pessoas. Enfim, trata-se de uma  linguagem muito importante na cultura contemporânea. O filme citado acima através da imagem do ator Wagner Moura é um exemplo disso, que faz uma denúncia-reflexão acerca da realidade da polícia carioca (essa realidade é só do Rio de Janeiro?), que, ao se aproveitar do poder, exerce o controle sobre quem ela deveria proteger. E não pára por aí, pois não se limita a  denunciar polícia, mas também os políticos e a própria imprensa que se corrompem e se aliam aos criminosos. Um sistema de corrupção está desde muito tempo engendrado em nossa política e nas nossas práticas cotidianas. Não é nenhuma novidade. O filme inova é na sua abordagem crua e corajosa. Para o blogger Thiago Siqueira, "é uma obra densa e destemida, que não se furta em expor os problemas de uma sociedade doente e de um sistema político moribundo."
   Outra questão é a linguagem adotada pelo cinema, o audiovisual. A sincronia entre o som e a imagem apresentada, que no filme é explorada de forma maravilhosa. O estampido das balas, o barulho dos carros derrapando em alta velocidade dão a devida intensidade às imagens. A trilha sonora cria também todo um clima para a cena apresentada.
   Já a fotografia faz com que a gente perceba não só o clima do ambiente, mas, os sentimentos dos personagens. Por exemplo, quando aparece a cena do Coronel Nascimento em casa, a gente percebe, através da alternância da intensidade das luzes, um ambiente escuro e triste que reflete a angústia do personagem. Isso em contraste com a casa da ex-mulher, que é bem iluminada, cheia de cores quentes e acolhedora de uma família feliz. Portanto, tanto escolha da cenário quanto a escolha dos sons por detrás de uma cena são essenciais para se passar a intensidade da mesma, reforçando as emoções e sentimentos dos personagens.
Fica aqui então a dica para quem curte a Sétima Arte, pois se trata de um filme interessante, reflexo dessa boa fase do cinema brasileiro.


Aqui, você pode conferir o trailer:


    


Referências:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Modelando a comunicação...

Gravura de Maurits Escher

Gravura de Maurits Escher


Observe como nestas gravuras de Maurits Escher os elementos estão entrelaçados, interferindo na existência e na construção um do outro, assim como no jogo entre emissor e receptor. 
Como nas gravuras aqui, em que personagens, enredo e cenário se constroem mutuamente, a comunicação é dinâmica. Emissor e receptor estão, por assim dizer, entrelaçados; partilham e ao mesmo tempo disputam significados, um interfere e realiza a existência do outro, no processo de realimentação. Realimentação é o efeito da interpretação feita pelo receptor, que retorna e incide sobre o emissor. Isso descreve bem o modelo transacional da comunicação formulado por Osgod e Schramm. Esse modelo descreve a comunicação como um ciclo que nunca acaba. E isso é verdade. 
A comunicação, assim como a Arte, é um processo no qual ambientes, comunicadores e mensagens mudam constantemente. Tal como ilustram as gravuras de Escher.


Referência:

NASCIMENTO, G.; NOGUEIRA, L. Comunicação Empresarial. Curitiba, Aymará, 2010. (Série EAD)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Faladores" - Espetáculo de dança "fala" da necessidade de se comunicar



Para falar de comunicação, a Cia. de Dança Mário Nascimento (MG) traz para Salvador o premiado espetáculo “Faladores”. Mesclando elementos dança, música e teatro, o espetáculo usa várias linguagens artísticas para falar de comunicação. Os bailarinos e bailarinas dançam com inspiração em códigos de linguagem. Eles exercitam no palco a criação de novas palavras, chegando, inclusive a inventar palavras durante a encenação. Isso tudo para falar da necessidade do homem de se expressar e os possíveis códigos de comunicação
Esses artistas conseguem mostrar que a Arte pode cumprir o papel de intermediadora da comunicação entre os homens. De maneira, que podemos dizer que ambas são essenciais à existência do homem.
A Comunicação além de satisfazer as necessidades práticas, pode melhorar a saúde física e o bem estar emocional. Além disso,    satisfaz necessidades sociais e de identidade. Já a Arte alimenta a alma e cura as insatisfações humanas
Tema interessante, abordado de maneira mais interessante ainda.

                


      
                       

Vale a pena conferir esse espetáculo, que é grande culto ao diálogo e à comunicação!


Integra a Mostra Sesc de Artes. Teatro Sesc Senac Pelourinho – Pç. José de Alencar, 19, Largo do Pelourinho (3324- 4520). R$ 10 e R$ 5. Segunda, 11, e nos dias 24 e 25 de outbro, durante o FIAC. Até 25 de outubro.                                                                      

                     
Referência: 

Roteiro de Dança, Em Cartaz, Atarde Online, 08/10/2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A arte de Comunicação...

   A Comunicação é parte das atividades humanas e sempre esteve presente. Não se trata de simplesmente falar e ouvir. É bem mais do que isso. 
   A Comunicação é uma arte porque constitui uma ferramenta com a qual o ser humano pode manifestar idéias, sensações e sentimentos com vista a um resultado. Alguns a utilizam muito bem, já outros sentem mais dificuldade em dominá-la. Talvez por isso, muitas pessoas se referem a ela como arte.
   É evidente que existem pessoas mais comunicativas do que outras, mas isso não garante que uma comunicação seja mais efetiva que outra. Deve-se levar em conta fatores como introversão e extroversão. Uma pessoa introvertida pode comunicar-se bem em um meio onde se sinta à vontade, e uma extrovertida, não necessariamente, será capaz de fazê-lo, apesar de ter uma tendência a sentir-se à vontade.
   É importante considerar todas as formas de comunicação, mas concentrar-se, principalmente, na linguagem verbal e na não-verbal.  Esse tipo de comunicação predomina no relacionamento humano. A comunicação eficaz constitui uma ferramenta muito poderosa e aprender a usá-la pode salvar desde empregos até relacionamentos.
   Esse é um exemplo de vídeo que trata, com humor e Arte, a  relevância da Comunicação. Aliás, rir também comunica.























Referências:

"O poder da comunicação." Lair Ribeiro 
Youtube